Gestão de riscos nas contratações empresariais: por que pensar nisso?

Entenda o que é a gestão de riscos nas contratações empresariais, do que é composto e porque é importante para as empresas. Confira!

 

Sua empresa já investiu na gestão de risco nas contratações e sabe a importância do tema para o sucesso do negócio?

Em muitas organizações, o setor de Compras assume um papel pragmático, como um mero intermediário de negócios entre os interesses de uma empresa e de outra.

Uma quer comprar, a outra quer vender. Simples, certo?

Mas saiba que hoje existem vários riscos que devem ser considerados.

Nesse sentido, é missão do setor de Compras — e dos processos de Procurement e Sourcing — realizar um mapeamento eficiente dos riscos envolvidos.

Afinal, por que um fornecedor A é melhor que o fornecedor B? Os critérios devem ir muito além de preço e, até mesmo, qualidade.

É preciso olhar o todo e entender de que forma uma parceira comercial vai impactar sua cadeia de suprimentos.

Neste artigo, vamos explorar o tema a fundo, de modo a explicar a importância da empresa investir na gestão de riscos nas contratações empresariais. Vamos lá?

 

Gestão de riscos nas contratações: importa mesmo?

Se tem algo que toda compra em uma empresa tem, são os riscos. Independente do quão próxima e boa for a empresa parceira, há a chance de imprevistos acontecerem.

O que mede o sucesso de uma parceria comercial é, mais do que nunca, a capacidade da organização de gerenciar os riscos.

Porém, como fazer isso?

Para tal, é essencial que o negócio tenha governança corporativa eficiente, documentos sobre o processo de contratação e uma boa estrutura de delegação.

De acordo com o guia de “Gestão de Risco nas Contratações” do TJDFT, o ideal é seguir uma estrutura de linhas que vai cuidar de gerenciar os riscos no macroprocesso.

São as linhas de defesa, um modelo de gerenciamento fomentado internacionalmente pelo IIA (Institute of Internal Auditors), que cria três camadas de funções:

  • Primeira Linha: integrada por funcionários, contempla os controles primários, sendo responsável por manter controles internos, implementar ações corretivas, identificar e mensurar riscos e guiar o desenvolvimento de políticas internas. É quem provisiona produtos ou serviços aos clientes e gerencia riscos.
  • Segunda Linha: integrada por unidades de assessoramento jurídico e do controle interno da empresa. Sua função é verificar e assegurar que a primeira linha desempenhe suas funções. São aqueles com expertise, que oferecem apoio, monitoramento e questionam sobre questões relacionadas a risco.
  • Terceira Linha: integrada pelo órgão central de controle interno da Administração e pelo tribunal de contas. Funciona como uma auditoria interna e avalia as entregas das duas linhas acima.

Esses são papéis que devem atuar de forma simultânea e não sequenciais uns aos outros.

Vale lembrar que “controle interno” e “auditoria” são funções diferentes.

  • O primeiro trata de ferramentas, procedimentos e sistemas utilizados para mitigar riscos.
  • Já o segundo é um processo sistemático para obter evidências objetivas, de modo a facilitar sua avaliação e determinar critérios.

Além disso, o guia ainda aponta um tópico importante: as contratações devem ter um propósito.

Muito além de bases teóricas e legais que fundamentam o processo de compra, é essencial que o motivo por trás da aquisição seja válido.

Neste caso, muitas empresas erram em definir como objetivo a própria contratação em si. Ou seja, “existe uma demanda, logo a compra é necessária”.

O certo seria basear-se na necessidade por trás da demanda: qual o problema que impulsiona o desejo pela compra e que justifica o investimento?

Assim, se uma empresa busca uma solução para melhor gerenciar seus fornecedores, o fim não é o software em si, mas a necessidade de resolver um problema: aprimorar o gerenciamento dos parceiros comerciais.

 

Mas afinal, o que são riscos?

A melhor definição que sua empresa pode seguir é do ISO 31000:2018: “risco é o efeito da incerteza nos objetivos“.

Ou seja, qualquer situação que possa prejudicar a empresa alcançar seus objetivos, proveniente de uma incerteza.

Porém, quando o evento está certo de ocorrer ou já aconteceu, não é mais um risco — e sim um problema que deve ser combatido, de modo reativo.

No entanto, se esse evento se repetir no futuro, é um risco que deve também ser avaliado.

 

Conclusão

E a sua empresa, já investe na gestão de riscos nas contratações?

Esse é um tópico de extrema importância, mas que carece de maior atenção por parte das empresas, concorda?

Por isso, vamos estender a discussão para outro artigo, sobre mapa de riscos, como ele funciona e como colocá-lo em prática.

Essa ferramenta é a mais indicada para que o setor de Compras aplique nos processos de sourcing e procurement.

Que tal conferir? É só continuar de olho em nosso blog!

Para mais dicas sobre gestão de fornecedores e ferramentas para controlar os processos do setor de compras, continue acompanhando a U-qualify!

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